
Embora as colisões traseiras respondam pelo maior número de acidentes nas rodovias federais do Rio Grande do Norte, a quantidade de mortos nesse tipo de acidente é bem menor em relação a outras causas. Dados levantados junto à Superintendência da Polícia Rodoviária Federal (PRF) mostram que até meados deste ano, por exemplo, que das 161 mortes ocorridas nas BRs, apenas 14 foram causadas por colisão traseira.Em 2011 as mortes por colisão traseira ficaram atrás daquelas causadas por colisão frontal, com o falecimento de 40 pessoas; por atropelamento, 29 pessoas e colisão transversal, também com 29 mortos.
No ano de 2010, quando morreram 176 pessoas nas rodovias federais do Estado, as mortes por colisão traseira foram 12, contra 56 por atropelamento, 40 por colisão frontal e 22 por colisão transversal.
Segundo as estatísticas da PRF, em 2009 a relação entre essas quatro causas de mortes no trânsito foi a seguinte: 13 pessoas morreram em virtude de colisão traseira, houve 22 mortes por colisão transversal e 22 por colisão frontal, além de 34 por atropelamento. O total de mortes foi de 125.
Chefe do Setor de Comunicação Social da PRF-RN, inspetor Everaldo Morais, explica que 1/3 dos acidentes nas rodovias federais ocorre no trecho entre os km 94 e 104 da BR-101, que compreende as quatro pistas de rodagem, nos dois sentidos, compreendidos entre o Complexo do 4º Centenário, em Lagoa Nova e o Viaduto de Parnamirim.
Morais disse que até a retirada do sinal de Neópolis, este o km 97 era o local onde havia o maior número de colisões traseiras. Agora, o trecho onde mais ocorre esse tipo de acidente vai do Posto Senador (km 99,0) até o sinal em frente ao conjunto Cidade Satélite (km 99,9), principalmente devido à saída de veículos da marginal da BR e o afunilamento do tráfego de veículos à esquerda, na pista de velocidade, quando têm de voltar para pegar a entrada para Nova Parnamirim.
De acordo com as estatísticas da PRF, em 2011 o km 99,9 responde pelo maior número de colisões traseiras (53), enquanto o km 99,8 responde por 52. O total de colisões traseiras entre os km 99,0 e 99,9 este ano chegou a 184, com 44 feridos e nenhuma morte.
BR-101 concentra maior número de colisões
O inspetor Everaldo Morais diz que mesmo não sendo o maior causador de mortes no trânsito, as colisões traseiras causas transtornos, principalmente na BR-101 entre Natal e Parnamirim, como "o engarrafamento de veículos, danos materiais e o estresse dos motoristas".
Everaldo Morais explica que muitas das colisões traseiras ocorridas entre os km 94 e 104 da BR-101 deve-se a desatenção ou imprudência dos motoristas, principalmente pela "curiosidade" em relação aos próprios acidentes ou outros tipos de coisas que acontecem nesse trecho da rodovia federal.
Mesmo sendo um tipo de acidente que causam poucas mortes e mais danos materiais, Morais explica que essa é uma infração considerada grave pelo Código de Trânsito Brasileiro, que resulta em perda de cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação do condutor do veículo, além de multa no valor de R$ 121,00. Morais explica que o CTB "não especifica" qual a distância que um motorista deve guardar de um caro que dirige para o outro que está a sua frente.
Mas, ele admite que existe uma regra muito usada pelos instrutores de trânsito, quando estão ensinando as pessoas a dirigirem, que devem contar "1001 e 1002" a partir de um ponto (poste, placa de sinalização) que é ultrapassado por um veículo que está a sua frente, caso termine essa contagem e tenha chegado a esse ponto depois que o veículo da frente tiver passado, "é porque está guardando uma distância de segurança".
Para Morais, o que deve prevalecer em relação a distância de um veículo para outro, é o bom senso, considerando principalmente as condições de tráfego, do veículo e climáticas, porque se está chovendo diminui a visibilidade e também o tempo de frenagem em pista molhada, levando em conta também a velocidade.
Segundo Morais, o que também está levando o crescimento no número de acidentes e, principalmente de colisões traseiras, é o crescimento exponencial da frota de veículos, que passam a disputar o mesmo espaço urbano: "A engenharia de trânsito não está acompanhando esse crescimento".
TRIBUNA DO NORTE
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